sábado, 30 de abril de 2011

Visita da escritora Isabela Maia Costa

Foto: Alex Régis

Foi com grande satisfação que tivemos a honra de receber a jovem escritora Isabela Maia Costa em nossa escola durante o 3º Festival Literário, autora do livro "Angelina Riglle e os amuletos mágicos". Uma obra deveras envolvente, que prende nossa atenção do começo ao fim.
"A jovem autora é um verdadeiro prodígio da escrita, inclusive atestado pelo escritor Nei Leandro de Castro, autor do prefácio do livro. “A linguagem utilizada por Isabela não revela, um só instante, que a narradora é uma criança”, diz Nei Leandro. Isabela diz que leu 24 livros somente em 2010. O vocabulário de Isabela é rico, ela lança mão de termos pouco usados no cotidiano, empregado-os de maneira precisa. As ideias da obra são bem desenvolvidas e apresentadas com a leveza e a sinceridade peculiares aos adolescentes de sua idade. Características, que aliás, marcam a personalidade forte de Isabela.

Acompanhada de seu pai, o professor universitário Homero de Oliveira Costa, Isabela chega à Redação deste jornal trajando um vestidinho na moda. Inicialmente tímida, a menina que cursa o oitavo ano do ensino fundamental, fala sem atropelos sobre seu processo de criação. A informação é confirmada pelo pai, mas nem precisava. A autora fala com desenvoltura sobre as obras lidas, entre uma delas ela cita Dom Quixote, de Miguel de Cervantes. “Gosto de ler livros para minha idade e livros mais avançados, mesmo que seja um pouco difícil de entender, mas para quê existe dicionário”.

A declaração foi uma no meio de tantas outras surpreendentes. Segundo Isabela, o seu gosto pela leitura vem desde a infância. Ela explica que sua casa tem uma biblioteca grande, com milhares de livros e, diferente das amigas dela, que se impressionam com o volume de títulos, ela acha que os livros são poucos. “Eu gosto muito de ler. Às vezes minha mãe reclama porque eu gasto muito dinheiro comprando livro nas livrarias”.


Isabela conta que a ideia de escrever o livro aconteceu por acaso. Ela disse que gosta de fazer coisas diferentes quando está ociosa. “Na semana passada desmontei meu guarda-roupa, mas não consegui tirar do lugar. Quando comecei a escrever foi assim também”. Logo no primeiro dia Isabela escreveu 50 páginas da obra e três meses depois estava com o livro concluído. A autora recebeu o incentivo dos pais, que trataram de publicar pelo Sebo Vermelho este primeiro trabalho da autora.

O livro conta a história de um bebê – Angelina – que foi deixado na porta dos seus futuros pais, acompanhada por um cetro e um bilhete. Nesta casa a menina foi criada com muito carinho e cercada por cinco irmãos que a adoravam. Ao completar 12 anos ela descobriu sua verdadeira origem. Procurada por um bruxo poderoso, chamado Capeva; a menina descobre que o cetro que a acompanha desde seu nascimento tem poderes mágicos. A partir daí começa uma aventura contada em 133 páginas".

Fonte: Tribuna do Norte - 24 de Abril de 2010.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Degustação Literária para os pais e pessoas da comunidade





































As professoras Maria Deuza e Lúcia Morais, do turno matutino, desafiaram os alunos para realizarem uma Degustação Literária para os pais e outras pessoas da comunidade. Foi o momento de abertura do 3º Festival Literário de 2010. Ocorreu na Biblioteca Maria das Graças Celestino. As poesias apresentadas foram bem diversificadas. Cada convidado recebeu um livreto com as poesias. Logo após, a professora Alzenir Araujo Santos, mediadora de leitura, falou sobre o MANIFESTO POR UM RIO GRANDE DO NORTE DE LEITORES. Os presentes concordaram em assinar, reconhecendo a importância dessa iniciativa por parte do Fórum da Rede Potiguar de Escolas Leitoras. E, por fim, um delicioso café da manhã foi servido. Uma beleza ver o entusiamo dos alunos, o orgulho dos pais ao verem os filhos se apresentando e a satisfação das professoras envolvidas por perceber o reconhecimento de um trabalho feito com tanto carinho e esmero. Parabéns!

Apresentação dos alunos sobre Pedrinho Mendes










A professora Lúcia Morais é persistente! Insistiu nos ensaios com os alunos e, juntos, apresentaram um belo trabalho durante o 3º Festival literário, além de uma exposição com fotos do artista na entrada na escola.

Homenagem ao cantor e compositor Pedrinho Mendes




No 3º Festival Literário, 2010, a professora Lúcia Morais e seus alunos do 3º ano, turno matutino, preferiram fazer uma pesquisa sobre este ilustre artista potiguar, Pedrinho Mendes, que compôs a música "Linda Baby" para a cidade que, segundo ele, "é a cidade que é o meu viver".
Com 30 anos de carreira, quatro CDs gravados (Esquina do continente, Um Pedro a Mais, Cantam-me e Canto-os), Pedro Inácio Filho soube cantar as belezas natalenses como nenhum outro músico. Escrita há duas décadas, "Linda baby" tornou-se um verdadeiro hino a Natal. A música está na ponta da língua de cada natalense que canta com brio sua terra. “Linda Baby é o hino extra-oficial da cidade”, diz orgulhoso.
Nascido em Parnamirim, no ano da graça de 1963, Pedrinho é filho de um oficial da Aeronáutica, que serviu em várias cidades brasileiras, mas fixou residência em Natal, a Rua Mendes Sá, no Barro Vermelho. Apesar de o seu pai ser músico de carreira, Pedrinho Mendes é um autodidata confesso. Aos 10 anos, o menino Pedrinho ganhou um violão do seu pai e logo tomou gosto pela música.
Aos 14 anos, colocou o violão na mochila para morar em Fortaleza, indo estudar num colégio militar, no qual fez parte da banda marcial estudantil e ao mesmo tempo, começou a compor seus versos. Três anos depois, Pedrinho retornou a Natal onde começou a tocar na noite, em bares da moda como o Beco da Música, ao lado de Chico Elion. Em 1980, Pedrinho já era uma figura concorrida nas noites natalenses, trabalhando profissionalmente nos melhores barzinhos.
Por volta de 1982, no ápice do bar Boca da Noite, o músico relembra que passou de Pedro à Pedrinho. Antes disso, jamais tinha sido chamado de Pedrinho. Pelo contrário. Por causa dos seus quase dois metros de altura, sempre foi chamado de Pedrão. Principalmente, no tempo em que praticava atletismo, onde deixou alguns recordes no salto triplo e salto de altura nas escolas em que estudou.
Logo depois, Pedrinho começou a tocar ao lado de Sueldo Soares nas famosas batucadas natalenses, nos bares como Boteco, Moenda, entre outros agitos. Seu talento já não cabia mais na noite. Nessa mesma época, Pedrinho começou a participar do “Projeto Pixinguinha” em Natal e do "Projeto Pixingão", no Rio de Janeiro, ao lado de João do Vale e Tetê Espínola. Em 1985, ganha o 1º lugar no 2º Festival de Música e Poesia da UFRN. É a consagração.

Em novembro de 1986, ele finalmente gravou “Esquina do Continente”, que foi lançado no ano seguinte, com uma grande força da TV Ponta Negra e com a participação decisiva do saudoso senador Carlos Alberto. Conforme Pedrinho, naquela época estava faltando matéria prima para a elaboração do disco em vinil, que só atendia aos grandes nomes da MPB como Roberto Carlos Caetano Veloso, Fagner, entre outros. Carlos Alberto usou seu prestígio de senador e conseguiu a prensagem do LP “Esquina do Continente”, com música de Babal, de Carlos Santa Rosa, participação de Sueldo Soares e outras músicas de autoria de Pedrinho como “Linda Baby”, que foi a música que o popularizou.